segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PRETO NO BRANCO

A VIDA É COMO UMA FOLHA EM BRANCO.
NO INÍCIO  DESENHEI MINHA VIDA COM TINTA COR DE ROSA.
COM UM TEMPO,PERCEBI QUE NÃO ERA UMA BOA COR.NÃO PELA SUA BELEZA OU FALTA DELA. MAIS SIM,POR SER MUITO DELICADA E INGÊNUA.


EU PRECISAVA DE UMA COR MAIS CONSISTENTE,FORTE.
ENTÃO ESCOLHI O TOM AZUL,POR SER UMA COR QUE GOSTO MUITO E CAI MUITO BEM COM O VERMELHO.





DESENHEI ALGUMAS LINHA ,MAS NÃO ME ADAPTEI .O AZUL TEM MUITAS CORES PARECIDAS,UMA INFINIDADES DE TONS SEMELHANTES.ISTO ME CASOU CONFUSÃO VISUAL,MENTAL.





















NESTA CONFUSÃO CAÍ NAS GRAÇAS DO VERMELHO.
HUM,O VERMELHO É A COR DA INTENSIDADE, DAS PAIXÕES.
MAS O INTENSO TAMBÉM TEM VÁRIOS ATALHOS.
O VERMELHO É ACOR DAS ESCOLHAS.
ESCOLHAS EXIGEM MEDITAÇÃO ,REFLEXÃO E UMA BOA DOSE DE SABEDORIA E SENSATEZ.
NA VERDADE ACREDITO  AINDA ESTÁ  NA FAZE HED.
JUNTANDO TODAS ESTAS CORES,HOJE FAÇO UM BELO JARDIM.













MAS O QUE QUERO MESMO É CHEGAR NO PRETO NO BRANCO.





NO GRISALHO,
NO VÍVIDO
NO SÁBIO
EQUILIBRADO.

ELAINE 

sábado, 27 de agosto de 2011

Contrários-Padre Fábio de Mello


Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais

Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
precisou saber recomeçar

Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo para lutar

E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer

Que o verso tem reverso
Que o direito tem o avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma tão estranha de amar

Que o perto tem distâncias
E o esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema, a solução
E o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.

Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar

Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar

Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer




Organizando a bagunça